Corioangioma e seguimento clínico em uma maternidade terciária do estado do Ceará – relato de caso

Authors

  • Luise Vasconcelos Paula Pessoa Dias
  • Emerson Batista da Silva Santos
  • Henry Wong Vela

DOI:

https://doi.org/10.54022/shsv5n1-014

Keywords:

complicações materno-fetais, tumor benigno, neoplasia placentária, corioangioma, anemia fetal, ultrassonografia

Abstract

O corioangioma é o tumor vascular não trofoblástico mais comum da placenta, com incidência estimada em 1%. Embora sua etiologia precisa não tenha sido completamente elucidada, acredita-se que seja o resultado da proliferação anormal de vasos em vários estágios de diferenciação no estroma fibroso decorrente do tecido coriônico. (7) Mesmo quando detectados, os pequenos corioangiomas tendem a ser assintomáticos e não complicam a progressão da gestação. Considera-se um corioangioma gigante quando apresenta diâmetro maior que 4 a 5 cm. Estes são diagnosticados em imagens de ultrassonografia e estima-se que a taxa de prevalência varie de 1 caso para 9 mil a 50 mil gestações a depender da população. À ultrassonografia, se apresenta como um tumor oval ou arredondado, liso e hipoecoico que se projeta na cavidade amniótica. Corioangiomas gigantes, especialmente aqueles localizados adjacentes à inserção do cordão na placenta, têm sido associados a aumento significativo de graves complicações gestacionais. (2)  Neste trabalho, foram avaliados métodos de rastreio, diagnóstico e seguimento do corioangioma gigante e suas complicações, incluindo tratamento e acompanhamento fetal e materno durante a gestação.

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Published

2024-01-31

How to Cite

Dias, L. V. P. P., Santos, E. B. da S., & Vela, H. W. (2024). Corioangioma e seguimento clínico em uma maternidade terciária do estado do Ceará – relato de caso. STUDIES IN HEALTH SCIENCES, 5(1), 193–203. https://doi.org/10.54022/shsv5n1-014