O uso sublingual dos Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA): uma revisão de literatura

Authors

  • Mateus Rodrigues Linhares
  • Arthur Vinicios Araújo de Souza
  • Carina da Silva Rocha
  • Philipe de Pina Araujo
  • Thiago Ferreira Mamede
  • Beatriz Dias Oliveira
  • Leonardo Ferreira Pucci
  • Brandon Andrade de Moreira
  • Bárbara Freitas de Brito
  • Jocelino Antônio Laranjeiras Neto
  • Marcelo Jorge de Castro Lima
  • Monique Reinert Diesel
  • Wallace da Silva Gomes
  • Hilal Basel Jalal
  • Celso Edgar Dornelas Braga Júnior
  • Pedro Borges Cardoso
  • Gabriel Dimas Rodrigues Figueiredo
  • Leonardo Scandolara Junior
  • Rodrigo Góes de Oliveira Galvão
  • Natália Lopes de Siqueira Campos

DOI:

https://doi.org/10.54022/shsv5n1-012

Keywords:

inibidores da enzima conversora de angiotensina, uso sublingual, tratamento

Abstract

A hipertensão arterial é definida como a pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg ou pressão arterial diastólica ≥ 90 mmHg. Já a crise hipertensiva, definida como níveis de pressão arterial sistólica >180 mmHg e/ou níveis de pressão arterial diastólica >120 mmHg, é uma condição caracterizada pela elevação sintomática rápida e inadequada da pressão arterial (PA), comumente observada em serviços de emergência. Contudo, sabe-se que aproximadamente 80% dos adultos com hipertensão têm recomendação para tratamento, que inclui modificação do estilo de vida e administração de diuréticos, inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA), bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) e bloqueadores dos canais de cálcio, mas apenas cerca de 50% deles recebe assistência adequada, e o objetivo do tratamento de pacientes com crise hipertensiva é interromper a lesão de órgãos-alvo. Dessa forma, com o crescente corpo de literatura sobre o uso sublingual dos inibidores da enzima conversora de angiotensina, as consequências para o paciente e a comparação com o tratamento oral, foi possível a realização de uma revisão integrativa de literatura por meio da plataforma pubmed, com seleção e análise criteriosa dos artigos, a fim de revisar e analisar as evidências atuais sobre o uso sublingual de IECA e suas consequências para os pacientes. Nesta revisão foi identificado que tanto o tratamento com captopril sublingual como com outros anti-hipertensivos parenterais e orais são igualmente seguras e eficientes no tratamento de pacientes com urgência hipertensiva, mas no tratamento corriqueiro da hipertensão arterial, fora de crise, prefere-se inibidores da enzima conversora de angiotensina por via oral. Ademais, o captopril sublingual está relacionado ao surgimento de angioedema da língua e orofaringe, que é uma reação adversa rara e potencialmente fatal. Outro ponto importante encontrado é que a diminuição da PAS, da PAD e da PAM em 10 minutos foi mais proeminente no grupo do captopril sublingual. No estudo, descobriu-se que o captopril sublingual diminui a PA de forma mais eficiente nos primeiros 30 minutos, mas essa diferença se igualou aos 60 minutos, não existindo superioridade.

References

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Published

2024-01-29

How to Cite

Linhares, M. R., de Souza, A. V. A., Rocha, C. da S., Araujo, P. de P., Mamede, T. F., Oliveira, B. D., Pucci, L. F., de Moreira, B. A., de Brito, B. F., Laranjeiras Neto, J. A., Lima, M. J. de C., Diesel, M. R., Gomes, W. da S., Jalal, H. B., Braga Júnior , C. E. D., Cardoso, P. B., Figueiredo, G. D. R., Scandolara Junior , L., Galvão, R. G. de O., & Campos, N. L. de S. (2024). O uso sublingual dos Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA): uma revisão de literatura. STUDIES IN HEALTH SCIENCES, 5(1), 169–180. https://doi.org/10.54022/shsv5n1-012

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