Dificuldades na abordagem ao paciente politraumatizado no atendimento pré-hospitalar

Authors

  • Anne Milane Formiga Bezerra
  • Tuanny Michelle Herculano Santos
  • Tatiana Carneiro de Resende
  • Hellen Renatta Leopoldino Medeiros
  • Renato Batista da Silva
  • Márcio Paulo Magalhães
  • Mariles Bianca Santos da Silva
  • Marta Maria da Silva Lira Batista
  • Rosilene de Araújo Silva Oliveira
  • Leonice Somavila
  • Fernanda da Silva Vasconcelos

DOI:

https://doi.org/10.54033/cadpedv21n3-170

Keywords:

Atendimento Pré-hospitalar, Enfermagem, Politraumatismo

Abstract

O atendimento ao paciente politraumatizado tem como principal objetivo a diminuição e, se possível, a abolição de sequelas do trauma, cujo profissional que presta assistência é responsável pela avaliação inicial, a qual é realizada em caráter de emergência, visando estabelecer o equilíbrio fisiológico da vítima, através da identificação e tratamento das lesões. Essa avaliação é denominada de exame primário e nela irá preceder a identificação de outras lesões no exame secundário e das orientações para os cuidados definitivos. O treinamento às equipes de atendimento ao trauma deve sempre ser valorizados pelas instituições, principalmente aos profissionais da enfermagem que vivenciam jornadas de trabalho exaustivas e possuem baixa remuneração para arcar com cursos de qualificação. Neste contexto, esta jornada excessiva de trabalho afeta a qualidade de vida, ocasiona sentimento de frustração e, pode trazer prejuízos ao paciente. Avaliar as dificuldades encontradas pelos profissionais de enfermagem que lidam com o APH de pacientes politraumatizados. O presente estudo caracteriza por ser quantitativo, descritivo com delineamento transversal. A população foi a de enfermeiros da cidade de Patos (PB). Para o processo de amostragem foi realizado seleção de amostras finitas, sendo assim, a amostra foi composta por 29 profissionais da Enfermagem da cidade de Patos (PB) que lidam diretamente com o APH nos serviços de urgência e emergência (SAMU). Foi empregado um questionário previamente estruturado com o intuito de avaliar as condições sociodemográficas da amostra, bem como a dificuldade encontrada durante o APH. Quanto às “dificuldades e empecilhos para atender este tipo de paciente”, a maioria reconheceu conseguir perceber as dificuldades diversas durante o atendimento e a maioria relatou como principal empecilho a falta de recursos físicos e humanos. Ou seja, os enfermeiros notam que a falta de equipamento e insumos podem ser um empecilho com potencial comprometimento do atendimento. Além disso, a falta de mais profissionais na equipe pode inferir. Assim, no atendimento inicial a dificuldade relacionada ao controle da população foi mencionada como mais significativa. O estudo apresentou como limitações, a literatura escassa e a necessidade de novas pesquisas sobre o tema, visto que carece de aprofundamento.

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Published

2024-03-25

How to Cite

Bezerra, A. M. F., Santos, T. M. H., Resende, T. C. de, Medeiros, H. R. L., Silva, R. B. da, Magalhães, M. P., Silva, M. B. S. da, Batista, M. M. da S. L., Oliveira, R. de A. S., Somavila, L., & Vasconcelos, F. da S. (2024). Dificuldades na abordagem ao paciente politraumatizado no atendimento pré-hospitalar. Caderno Pedagógico, 21(3), e3366. https://doi.org/10.54033/cadpedv21n3-170

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