Potencial de captação de água de chuvas para as localidades mais secas da Paraíba: alternativa das cisternas calçadão

Authors

  • Maria do Socorro Barbosa de Moura
  • Maysa Porto Farias Marques
  • Hermes Alves de Almeida

DOI:

https://doi.org/10.54033/cadpedv21n3-021

Keywords:

regime pluvial, semiárido, tecnologias hídricas sociais, cisternas

Abstract

A baixa quantidade e a irregularidade no regime de chuvas, inviabilizam, na maioria dos locais, a convivência na zona rural no Semiárido nordestino, em virtude da falta de água até, para o consumo humano. Neste contexto, captar água da chuva é a única tecnologia capaz de aumentar a oferta de água. Diante disto, escolheram-se três localidades mais secas da Paraíba (Barra de Santana, Boqueirão e Cabaceiras), as quais foram estabelecidos os regimes pluviais e estimados os respectivos volumes potenciais de captação, sendo essas determinações os objetivos principais. Utilizando-se dados mensais e anuais de precipitação pluvial, do período: janeiro de 1960 a dezembro de 2020, cedidos pela Agência Executiva de Gestão das Águas, AESA, Campina Grande, PB, foram determinadas as medidas de tendência central e de dispersão, os regimes pluviais locais e os volumes de captação, para cinco cenários com os totais anuais, referentes aos anos mais seco e o mais chuvoso e aos níveis de 25, 50 e 75 % de probabilidade, e três áreas de captações (200, 300 e 400 m2), equivalentes as das cisternas calçadão, do programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2). Os principais resultados indicaram regimes de chuvas irregulares e assimétricos e, por isto, recomendam-se o uso da mediana e não da média. As três localidades têm elevados potenciais de captação pluvial, o que permite aumentar a oferta de água, com o mesmo regime de chuvas. As tecnologias hídricas sociais (P1MC e P1+2) são alternativas promissoras, para o abastecimento de água e a produção familiar na zona rural da Paraíba, embora para se estimar o volume potencial de captação requer, primeiramente, estabelecer o regime pluvial local, a fim de dimensionar o tamanho da cisterna, em função da área de captação e do volume de água necessário. Independe do tipo de tecnologia, não se estima o potencial de captação da água da chuva, sem estabelecer o regime pluvial local, e nem adotar volumes fixos, de 16 mil litros (P1MC) e de 52 mil litros (P1+2).

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Published

2024-03-06

How to Cite

Moura, M. do S. B. de, Marques, M. P. F., & Almeida, H. A. de. (2024). Potencial de captação de água de chuvas para as localidades mais secas da Paraíba: alternativa das cisternas calçadão. Caderno Pedagógico, 21(3), e3006. https://doi.org/10.54033/cadpedv21n3-021

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