A aplicação da neurociência na prática docente

Authors

  • Marco Antonio Araujo Silvany
  • Milena Maria Sampaio de Araujo
  • Carina Oliveira dos Santos

DOI:

https://doi.org/10.54033/cadpedv21n3-011

Keywords:

neurociência, aprendizagem, educação

Abstract

A aplicação da neurociência na prática docente representa uma evolução significativa nos métodos de ensino, oferecendo uma abordagem baseada na compreensão de como o cérebro aprende e processa informações. Esta integração entre neurociência e educação possibilita aos educadores desenvolverem estratégias de ensino mais eficazes, personalizadas e inclusivas, considerando as diferenças individuais no funcionamento cerebral dos alunos. Ao entender os princípios neurocientíficos, como a plasticidade cerebral, os mecanismos de atenção, memória e motivação, os professores podem criar ambientes de aprendizagem que estimulem o engajamento, a retenção de conhecimento e o desenvolvimento cognitivo. Além disso, a neuroeducação contribui para a identificação e suporte a estudantes com dificuldades de aprendizagem, aplicando técnicas que facilitam a superação de barreiras, promovendo uma educação mais acessível e equitativa. Portanto, a incorporação dos insights da neurociência na prática docente não só enriquece a experiência educacional, como também prepara os alunos de maneira mais eficiente para os desafios do futuro. O presente trabalho apresenta as contribuições da neurociência para a aprendizagem. O objetivo geral do trabalho, através da realização de uma pesquisa bibliográfica, é conhecer os recursos do cérebro e da neuropsicopedagogia que tanto tem a agregar aos problemas de aprendizagem e ao trabalho do professor, que é o responsável por elaborar esquemas e ações que buscam preparar os alunos para desenvolver as habilidades e capacidades necessárias para o conhecimento e que possam ser utilizadas em sala de aula. O docente frequentemente é o primeiro a perceber quando aparece qualquer intercorrência, e encaminha o aluno aos cuidados de outro profissional. Ao fazer isso precocemente, ele se torna peça fundamental para a aprendizagem do aluno. Os resultados alcançados mostram que a investigação do cérebro humano é uma das tarefas que exige a contribuição dos conhecimentos em diversas áreas. As pesquisas educacionais fornecem materiais para o desenvolvimento necessário do ser humano. E essas áreas têm muito a acrescentar aos problemas de aprendizagem que podem ocorrer na escola.

References

ALEXANDRE, S. F. Aprendizagem e suas implicações no processo educativo. Ícone – Revista de Letras [online]. 2010, v. 6, n. 1, p. 51-60. Disponível em: https://www.revista.ueg.br/index.php/icone/article/view/5100. Acesso em: 08 ago. 2023.

BASSEDAS, E; HUGUET, T; SOLÉ, I. Aprender e ensinar na educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 2015.

BOSSA, N. A. Fracasso escolar: um olhar psicopedagógico. Porto Alegre: Artmed, 2002.

BRASIL. Caderno de Apresentação: Saberes e Práticas da Inclusão – Estratégias para a Educação de Alunos com Necessidades Educacionais Especiais. Coordenação Geral: SEESP / MEC; organização ARANHA, M. S. Brasília: Ministério da Educação, 2003. 60 p. Disponível em http://portal.mec.

gov.br/seesp/arquivos/pdf/serie4.pdf. Acesso em: 20 jun. 2022.

CIASCA, S. M. (org). Distúrbios de aprendizagem: proposta de avaliação interdisciplinar. São Paulo: Casa do Psicólogo; 2003.

COSENZA, R. M.; GUERRA, L. B. Neurociência e educação: como o cérebro aprende. Porto Alegre: Artmed, 2011.

COSTA, R. L. S. Neurociência e aprendizagem. Revista Brasileira de Educação, v. 28, p. e280010, 2023. https://doi.org/10.1590/S1413-247820232

DA SILVA, M. do C. G. Plasticidade neural, neurociência e educação: as bases do aprendizado. Arquivos do Mudi, v. 24, n. 2, p. 30-41, 2020. Disponível em: https://periodicos.uem.br/ojs/index.php/ArqMudi/article/view/53548/751375150705. Acesso em: 20 set. 2022.

DE SOUZA MOLINA, C. Os avanços da neurociência e a aprendizagem. RECIMA21 – Revista Científica Multidisciplinar, [S. l.], v. 2, n. 6, p. e26416, 2021. ISSN 2675-6218DOI: 10.47820/recima21.v2i6.416. Disponível em: https://recima21.com.br/index.php/recima21/article/view/416. Acesso em: 10 fev. 2023.

DÍAZ, F. M. O processo de aprendizagem e seus transtornos. Salvador: EDUFBA, 2011.

DORNELES, T. M. As bases neuropsicológicas da emoção: um diálogo acerca da aprendizagem. Revista Acadêmica Licencia&acturas, [S. l.], v. 2, n. 2, p. 14–21, 2014. DOI: 10.55602/rlic.v2i2.41. Disponível em: https://ws2.institutoivoti.

com.br/ojs/index.php/licenciaeacturas/article/view/34. Acesso em: 20 set. 2022.

ELIAS, D. G. Debates sobre a dislexia em tempos de precarização da escola, do trabalho docente e das relações familiares. 2014. 130 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Cascavel, 2014.

FLOR, D.; CARVALHO, T. A. P. de. Neurociência para educador: coletânea de subsídios para alfabetização neurocientífica. São Paulo: Baraúna, 2011.

FONSECA, V. Introdução às dificuldades de aprendizagem. Lisboa: Editorial Notícias, 1984.

GAGNÉ, R. M. Como se realiza a aprendizagem. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S.A, 1974. 270 p.

GASPARIN, J. L. Uma didática para a Pedagogia Histórico-Crítica. 5. ed. rev. Campinas: Autores Associados, 2012.

GROSSI, Márcia Gorett Ribeiro; LYRA, Letícia Ribeiro. Estado do conhecimento sobre emoção e neurociência com interfaces com a educação. Cadernos da FUCAMP, v. 22, n. 57, 2023.

HUTTENLOCHER, P. Morphometric studies of human cerebral cortex development. Neuropsychologia, v. 28, n. 6, p. 517-527, 1990. Disponível em https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/002839329090031I. Acesso em: 05 dez. 2022.

LURIA, A. R. Fundamentos de neuropsicologia. São Paulo: Edusp, 1981.

MARTINIANO, S. L. O neuropsicopedagogo e a escola: uma parceira necessária. In: SOUZA et al. (org.). Metodologias e práticas de ensino: (re) contextualizações contemporâneas: volume 1. Rio de Janeiro: IDEDH, 2022. 2 v. E-book.

MARTINS, M. N.; FIGUEIREDO, L. M. de S. Um olhar psicopedagógico sobre dificuldades de aprendizagem. Revista Científica Eletrônica de Ciências Sociais Aplicadas da Eduvale, Ano IV, n. 6, 2011.

MIGLIORI, Regina. Neurociência e educação. São Paulo: Brasil Sustentável, 2013. 160 p.

MILHOLLAN, F.; FORISHA, B. Skinner X Rogers: Maneiras Contrastantes De Encarar A Educação. 3. ed. São Paulo: Summus, 1978. 188 p.

MORA, F. Como funciona o cérebro. Porto Alegre: Artmed, 2004.

MORAIS, M. M. N. Relato de experiência: um olhar sobre uma criança com dificuldade de aprendizagem. Anais V SETEPE... Campina Grande: Realize, 2014.

MOURÃO-JÚNIOR, Carlos Alberto; OLIVEIRA, Andréa Olimpio; FARIA, Elaine Leporate Barroso. Neurociência cognitiva e desenvolvimento humano. Temas em Educação e Saúde, Araraquara, v. 7, 2011. DOI: 10.26673/tes.v7i0.9552. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/tes/article/view/9552. Acesso em: 1 set. 2023.

OLIVEIRA, A. B. Da Aprendizagem à Neuroaprendizagem: Uma abordagem reflexiva sobre a Neurociência e a Aprendizagem Humana. Viseu, 2023.

OLIVEIRA, G. G. Neurociências e os processos educativos: um saber necessário na formação de professores. 146 p. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade de Uberaba, Uberaba, MG, 2011. Disponível em https://www.uniube.br/biblioteca/novo/base/teses/BU000205300.pdf. Acesso em 05 dez. 2022.

OLIVEIRA, G. G. Neurociências e os processos educativos: um saber necessário na formação de professores. Educação. UNISINOS, São Leopoldo, v. 18, n. 01, p. 13-24, abr. 2014. Disponível em http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script

=sci_arttext&pid=S2177-62102014000100003&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 05 dez. 2022.

OSTI, A. As dificuldades de aprendizagem na concepção do professor. Campinas, 2004. 157 p. Dissertação (Mestrado) – Curso de Pós-Graduação em Educação, Universidade Estadual de Campinas, 2004. Disponível em: https://doi.org/10.47749/T/UNICAMP.2004.307055. Acesso em 03 jun. 2022.

PAÍN, S. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. 4. ed. Porto Alegre: Artes Médicas. 1985.

PAULA, G. R. et al. Neuropsicologia da aprendizagem. Revista Psicopedagogia, São Paulo, v. 23, n. 72, p. 224-231, 2006. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-8486200600

&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 07 ago. 2022.

PANTANO, T.; ZORZI, J. L. Neurociência aplicada à educação. São José dos Campos: Pulso, 2009.

PEREIRA, N. C. B. Os benefícios da ginástica cerebral no processo ensino-aprendizagem. In: DE FIGUEIREDO, A. V. Diálogos em neuropsicopedagogia na educação e saúde. Autografia, 2019.

PIAGET, J. O julgamento moral da criança. São Paulo: Mestre Jou, 1977.

PIMENTA, S. G. (Org). Saberes pedagógicos e atividade docente. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2005.

REBOUL, O. O Que É Aprender. Coimbra, Portugal: Livraria Almedina. 1982.

RELVAS, M. P. Neurociência e educação: entrevista com Profa Dra Marta Relvas. [abr. 2012]. Entrevistadora: Claudia Nunes. Um mundo de aprendizagens, 2012. Disponível em: http://e-pesquisadora.blogspot.com/

/04/neurociencia-e-educacao-entrevista-com.html. Acesso em 02 jan. 2024.

RELVAS, M. P. Neurociência e Educação: potencialidades dos gêneros na sala de aula. 3. ed. Rio de Janeiro: WAK, 2018.

SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. Cortez, 2014.

SILVA, S. B. A. da. A Importância da Neurociência no Processo Educativo. Revista Psicologia & Saberes, [S. l.], v. 9, n. 15, p. 91–97, 2020. Disponível em: https://revistas.cesmac.edu.br/psicologia/article/view/1159. Acesso em: 10 set. 2023.

SOARES-SILVA, R.; SILVA, F. J. A. da S. O psicopedagogo e as intervenções nas dificuldades de aprendizagem. Experiência. Revista Científica de Extensão, [S. l.], v. 8, n. 2, p. 01–11, 2022. DOI: 10.5902/2447115169127. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/experiencia/article/view/69127. Acesso em: 20 set. 2022.

SOUZA, E. M. C.; TEIXEIRA, S. P. C. Neuropedagogia e suas contribuições para a psicopedagogia frente à aprendizagem com seus problemas. Seminário Nacional e Seminário Internacional Políticas Públicas, Gestão e Práxis Educacional, v. 6, n. 6, 2017.

STÜRMER, P. A. Dificuldades de aprendizagem nos anos iniciais do ensino fundamental: análise dos encaminhamentos escolares à equipe multidisciplinar da educação. 2019. 184 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Francisco Beltrão, 2019

TABACOW, L. S. Contribuições da Neurociência Cognitiva para a Formação de Professores e Pedagogos. 2006. 266p. Dissertação (Mestrado) – Curso de Pós-Graduação em Educação, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, SP, 2006. Disponível em: https://repositorio.sis.puc-campinas.edu.

br/bitstream/handle/123456789/15326/cchsa_ppgedu_me_Luiz_T.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 03 jun. 2019.

VENTURA, D. F. Um retrato da área de Neurociência e comportamento no Brasil. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 26, n. Psic.: Teor. e Pesq., 2010 26(spe), 2010., Disponível online em: http://www.scielo.br/ pdf/ptp/v26nspe/a11v26ns.

pdf. Acesso em: 08 jun. 2020.

VICTOR, Rocheli Cruz. Dificuldades de leitura e escrita dos adolescentes do Centro Educacional São Miguel no EJA II. 2012. 75f. TCC (Especialização) – Universidade Federal do Ceará, Faculdade de Educação, Escola de Gestão Penitenciária e Ressocialização, Curso de Especialização em Educação de Jovens e Adultos (EJA) para professores do Sistema Prisional, Fortaleza (CE), 2012.

WALLON, H. As origens do caráter na criança. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1971.

Published

2024-03-01

How to Cite

Silvany, M. A. A., de Araujo, M. M. S., & dos Santos, C. O. (2024). A aplicação da neurociência na prática docente. Caderno Pedagógico, 21(3), e2942. https://doi.org/10.54033/cadpedv21n3-011

Issue

Section

Articles