Acompanhamento de pacientes com HAS e DM no ambulatório de saúde coletiva da família

Authors

  • Eduardo Valdemar da Silva
  • Thaiz Ferreira Galvão
  • Leonardo Temóteo Wanderley de Jesus Correia
  • Nadia Karyne de Lima Holanda
  • Sthefanie de Souza Silva
  • Carlos Henrique Leite de Alcantara
  • Sara Tenório de Albuquerque Falcão
  • Guilherme Costa Ribeiro
  • Jose Edvilson Castro Brasdil Junior

DOI:

https://doi.org/10.54033/cadpedv21n2-110

Keywords:

hipertensão, diabetes, ambulatório, atenção primária

Abstract

Introdução: a hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica não transmissível definida por níveis pressóricos elevados, em que os benefícios do tratamento superam os riscos. Trata-se de uma condição influenciada por fatores genéticos/epigenéticos, ambientais e sociais, caracterizada por elevação persistente da pressão arterial sistólica (PAS) maior ou igual a 140 mmHg e/ou pressão arterial diastólica (PAD) maior ou igual a 90 mmHg, aferida em pelo menos duas ocasiões diferentes, na ausência de medicação anti-hipertensivo, Objetivo: discorrer sobre a avaliação e o acompanhamento de consultas com pacientes de porta de entrada, durante atendimentos realizados no ambulatório. Metodologia trata-se de um estudo experimental referente ao processo de acompanhamento e à realização de consultas com pacientes no dia a dia de um consultório de atenção primária. Resultados/Discussão: durante as consultas realizadas, foram computados um total de 85 pacientes, sendo 50 do sexo feminino e 35 masculino, representando 58,82% e 41,18% feminino e masculino respectivamente. Tais valores são compatíveis com estatísticas existentes no referente a prevalência por sexo, tendo em vista que de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, a prevalência de HAS em mulheres (27,3%) foi maior do que em homens (21,2%). Isso significa que, em 2019, 27,3% das mulheres e 21,2% dos homens brasileiros com 18 anos ou mais tinham diagnóstico de HAS. Conclusão: A avaliação do grupo amostral se mostrou compatível com dados estatísticos pré existentes em estudos quando a prevalência e fatores de risco mais comumente encontrados na atenção primária em saúde, reforçando a importância do conhecimento destas variáveis na avaliação de pacientes que possam ser portadores ou possíveis candidatos a desenvolver HAS para que seja feita a melhor conduta terapêutica. É essencial ainda ter em mente tais dados para a realização de programas e campanhas educativas que chamem a atenção para os fatores modificáveis, que possuem impacto significativo na prevenção e alteração do curso da doença, resultando em um saldo positivo no referente a ganhos de qualidade de vida para os pacientes.

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Published

2024-02-26

How to Cite

da Silva, E. V., Galvão, T. F., Correia, L. T. W. de J., Holanda, N. K. de L., Silva, S. de S., de Alcantara, C. H. L., Falcão, S. T. de A., Ribeiro, G. C., & Brasdil Junior, J. E. C. (2024). Acompanhamento de pacientes com HAS e DM no ambulatório de saúde coletiva da família. Caderno Pedagógico, 21(2), e2872. https://doi.org/10.54033/cadpedv21n2-110

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