Traços compartilhados na superdotação e na Síndrome de Asperger: uma artigo original e também revisão narrativa

Authors

  • Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues
  • Natalie Helene van Cleef Banaskiwitz

Keywords:

traços de inteligência, traços do Asperger, genética da superdotação, genética do autismo, alto QI, Asperger

Abstract

Popularmente e erroneamente o autismo é considerado uma condição que é sinônimo de altas habilidades e altas pontuações em testes de QI. De fato, há indivíduos portadores do transtorno do espectro autista que apresentam os fenótipos característicos de modo atenuado, ou seja, embora apresentem aptidão social comprometida e presença de um padrão restrito e repetitivo de comportamento, a capacidade intelectual pode não estar afetada, pelo contrário, apresentam muitas vezes a superdotação, como exemplo o grupo antigamente conhecido como Síndrome de  Asperger. Em nossos estudos, observamos que indivíduos até então não diagnosticados com a Síndrome de Asperger, ou seja, considerados superdotados, apresentam comportamentos semelhantes a condição, particularmente acima de 145 pontos de QI, ou seja, 99.9 de percentil. Quanto maior o QI, mais características comportamentais semelhantes ao de uma pessoa com a Síndrome de Asperger. Com isso, analisamos os seguintes cenários: "Pessoas superdotadas não preencheriam critérios para síndrome de Asperger em sua maioria?"; "É possível uma pessoa superdotada possuir traços do autismo sem o ser?". Chegamos ao resultado que os dois são possíveis, porém, inteligência e autismo compartilham genes, o que confere o comportamental característico em alguns casos, mesmo que estes indivíduos não apresentem a condição.

Published

2019-05-02

How to Cite

Rodrigues, F. de A. A., & Banaskiwitz, N. H. van C. (2019). Traços compartilhados na superdotação e na Síndrome de Asperger: uma artigo original e também revisão narrativa. Caderno Pedagógico, 16(1). Retrieved from https://ojs.studiespublicacoes.com.br/ojs/index.php/cadped/article/view/1416

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